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Programa Re-Source desafia startups para inovação da reciclagem de resíduos

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Como o objetivo de promover a economia circular e a disrupção digital na reciclagem de resíduos, a Sociedade Ponto Verde (SPV) une-se à consultora de inovação colaborativa Beta-i, pelo terceiro ano consecutivo, para desafiar startups de todo o mundo a participarem noprograma de inovação colaborativa Re-Source.

Com uma dotação de 250 mil euros para co-investimento na potencialização dos projetos selecionados, o programa vai dar a oportunidade a startups de todo o mundo de trabalharem em conjunto com grandes empresas na criação de projetos-piloto inovadores para o setor. As candidaturas estão abertas até ao dia 12 de julho, podendo as inscrições ser submetidas através do website.  

OBJETIVOS DA TERCEIRA EDIÇÃO DO RE-SOURCE

A terceira edição do Re-Source está focada em encontrar soluções para resolver desafios relacionados com a mudança de comportamento do consumidor, o aumento da circularidade e digitalização nas embalagens, transparência e rastreabilidade dos materiais embalados, tecnologias avançadas de recolha e triagem e sistemas de recolha eficientes e baixo-carbono, aplicando os princípios da economia circular.

Esta edição do programa conta com a participação de vários parceiros envolvidos na cadeia de valor do setor da reciclagem, como a L’oreal, a Veolia, a CENTIMFE, a Valorlis, a Algar, a Gesamb, a Silvex, a Sumol-Compal, a EcoXperience, a Universidade Nova de Lisboa, a APA – Agência Portuguesa do Ambiente, a DGAE, a ANI – Direção-Geral da Administração Escolar e a AHRESP – Associação da hotelaria, restauração e similares de Portugal.

Diogo Teixeira, CEO da Beta-i, destaca que “como temos vindo a demonstrar nas anteriores edições do Re-Source, a indústria da reciclagem e das embalagens de resíduos desempenha um papel fundamental na nossa sociedade, sendo essencial encontrar soluções inovadoras que promovam a economia circular, a sustentabilidade e a colaboração entre os diferentes intervenientes, começando pelo consumidor final.” Salientando que “com este programa, estamos a abrir portas para a transformação digital e disruptiva deste setor, impulsionando a mudança de comportamento dos consumidores e produtores. Perante este contexto, o Re-Source é uma oportunidade única para startups e inovadores de todo o mundo mostrarem o seu potencial e contribuírem para a construção de um mundo com menos resíduos e mais eficiente em termos de recursos”.

Para Ana Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde, “este é um setor que tem sabido modernizar-se e evoluir ao longo dos anos. E este caminho só tem sido possível devido à colaboração e a uma forte capacidade de investimento em Inovação. De outra forma não estaríamos a alcançar os bons resultados. Mas também sabemos que não podemos parar, há ainda muito a fazer para que se recolham mais recicláveis e melhor, nomeadamente nos resíduos de embalagens.” “É, por isso, com muito agrado que iniciamos uma nova edição do Re-Source, com a expectativa de voltarmos a identificar bons projetos, com possam vir a ser implementados em Portugal e em resposta aos desafios, que estão bem identificados”, conclui.

Após o encerramento do período de candidaturas, a Sociedade Ponto Verde e a Beta-i irão fazer uma seleção criteriosa das startups mais adequadas para o programa. No final de setembro, parceiros e empreendedores vão reunir-se num evento online de dois dias, que incluirá também um momento de definição dos pilotos que deverão avançar para a próxima fase, seguindo-se um bootcamppara construção de soluções.

Durante quatro meses, startups e os parceiros vão trabalhar em conjunto no desenvolvimento de projetos-piloto e, em fevereiro, cada solução desenvolvida na fase de bootcamp será apresentada ao ecossistema e testada em contexto real.

Em 2022, a segunda edição do Re-Source contou com 130 candidaturas de startups de 45 países – incluindo Portugal – e juntou 14 parceiros, dando origem ao desenvolvimento de 5 projetos-piloto focados em aumentar as taxas de reciclagem em Portugal e em dar origem a novas soluções para categorias específicas de resíduos, num investimento total de 260.000 euros.