O Governo aprovou o plano “Polinizadores em Ação”, um instrumento estratégico para a conservação dos polinizadores em Portugal.
Nesse sentido, a iniciativa pretende reforçar a sustentabilidade destes organismos, essenciais para o funcionamento dos ecossistemas.
Além disso, os polinizadores desempenham um papel fundamental na biodiversidade e na reprodução de muitas espécies de plantas.
Portugal apresenta elevada diversidade de polinizadores
Portugal alberga uma grande diversidade de polinizadores.
Entre eles destacam-se:
- 746 espécies de abelhas
- 148 espécies de borboletas diurnas
- mais de 2.600 espécies de borboletas noturnas
- 221 espécies de sirfídeos
Assim, estes organismos contribuem diretamente para a resiliência ecológica dos territórios.
Populações enfrentam declínio preocupante
Apesar desta diversidade, as populações de polinizadores estão em declínio.
Este fenómeno verifica-se tanto à escala global como em Portugal.
Além disso, resulta de vários fatores.
Entre os principais destacam-se:
- alterações no uso do solo
- perda e fragmentação de habitats
- intensificação de atividades económicas
- alterações climáticas
- espécies invasoras
- poluição
Assim, a proteção destes organismos torna-se cada vez mais urgente.
Plano estrutura-se em quatro eixos de ação
O plano “Polinizadores em Ação” organiza-se em quatro áreas principais.
Nesse sentido, aposta em:
- reforço do conhecimento científico e da monitorização
- promoção de práticas sustentáveis de gestão do território
- mobilização da sociedade através da educação e comunicação
- integração da conservação nas políticas públicas
Assim, pretende garantir uma abordagem integrada e eficaz.
Processo envolveu diferentes entidades
O plano foi desenvolvido no âmbito do projeto PolinizAÇÃO.
Além disso, contou com a articulação do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
Ao mesmo tempo, envolveu especialistas, entidades públicas e privadas, membros da rede polli.NET e cidadãos.
Assim, o processo incluiu uma componente participativa com consulta pública.
Fundo Ambiental financia medidas prioritárias
Para apoiar a implementação, o Fundo Ambiental irá disponibilizar 2 milhões de euros.
Este financiamento abrange os anos de 2026 e 2027.
Além disso, destina-se a várias iniciativas, como:
- monitorização dos polinizadores
- restauro de habitats
- capacitação científica
- promoção de boas práticas
Assim, pretende-se garantir a execução das medidas previstas.
Plano alinhado com metas europeias
O plano contribui para o Plano Nacional de Restauro da Natureza.
Além disso, está alinhado com o Regulamento Europeu do Restauro da Natureza.
Este regulamento estabelece como objetivo travar o declínio dos polinizadores até 2030.
Polinizadores são essenciais para o futuro
Segundo a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, os polinizadores são fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas.
Nesse sentido, o plano reforça o conhecimento científico e mobiliza a sociedade.
Além disso, cria condições para proteger estas espécies. Assim, contribui para paisagens mais resilientes e sustentáveis no futuro.

















