A Luságua Lisboa, empresa do grupo Aquapor, alcançou um desempenho de referência na gestão da água, registando apenas 5,6% de água não faturada, um valor que a coloca entre as entidades com melhores resultados a nível nacional. Este desempenho contrasta de forma significativa com a realidade do país, onde quase um terço da água que entra nas redes de abastecimento é desperdiçada, segundo dados da Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR).
A evolução registada na rede gerida pela Luságua Lisboa resulta de um trabalho consistente e continuado ao longo da última década. Em 2011, antes do início da concessão, a taxa de água não faturada rondava os 45%, refletindo um cenário de perdas elevadas. Desde 2012, a empresa tem vindo a implementar um conjunto integrado de medidas que permitiram reduzir este valor em cerca de 40 pontos percentuais, aproximando-o de níveis considerados de excelência a nível europeu.
Este desempenho assenta numa estratégia de otimização de recursos, que combina ações no terreno com soluções tecnológicas avançadas. Entre as principais medidas destacam-se a monitorização contínua de caudais e volumes de água, campanhas sistemáticas de deteção de fugas, a criação de Zonas de Monitorização e Controlo (ZMC), o levantamento cadastral da rede, a instalação de válvulas redutoras de pressão, a substituição de condutas distribuidoras e a colocação de válvulas de seccionamento, fundamentais para uma gestão mais eficaz das ocorrências.
A estas ações juntam-se ferramentas tecnológicas inovadoras, como sistemas de telemetria, a análise do correto dimensionamento dos contadores, a utilização de contadores ultrassónicos e a monitorização de consumos zero, permitindo uma deteção mais rápida de anomalias e uma resposta mais eficiente.
Segundo Daniel Silva, Administrador da Luságua Lisboa, “os resultados alcançados são fruto do trabalho contínuo das equipas, da aposta na inovação tecnológica e da implementação consistente de medidas de gestão da rede”, sublinhando ainda “o forte compromisso da empresa com a sustentabilidade e com a transição hídrica”.
Os dados mais recentes da ERSAR, divulgados no relatório de 2025, reforçam a importância deste tipo de abordagem. A entidade reguladora indica que quase um terço da água distribuída em Portugal é perdida devido a roturas, avarias e desvios, representando um impacto significativo tanto a nível ambiental como económico.
Uma responsabilidade coletiva
Num contexto marcado pelas alterações climáticas, pela crescente pressão sobre os recursos hídricos e pela necessidade de garantir o abastecimento futuro, a redução das perdas de água assume-se como uma prioridade estratégica nacional. O exemplo da Luságua Lisboa demonstra que é possível alcançar resultados concretos através de planeamento, investimento e compromisso a longo prazo.
No entanto, a gestão eficiente da água não depende apenas das entidades gestoras. A sensibilização da sociedade, das instituições e dos decisores políticos é essencial para promover uma cultura de valorização da água enquanto recurso finito. Reduzir o desperdício, modernizar infraestruturas e adotar comportamentos mais responsáveis são passos fundamentais para assegurar a sustentabilidade hídrica e garantir que este bem essencial continue disponível para as gerações futuras.

















