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Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo galardoada internacionalmente

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Com o objetivo de apoiar os agentes económicos na melhoria do desempenho ambiental, social e económico da atividade vitivinícola da região, a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) tem vindo a desenvolver, ao longo dos anos, o Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo (PSVA). Da produção da uva à produção do vinho foram definidos um conjunto de critérios que garantem os princípios da sustentabilidade e eficiência. Qualidade esta agora galardoada na edição 2020 do The Drinks Business Green Awards – um prémio internacional que reconhece a liderança de organizações ou empresas no mundo do vinho e bebidas espirituosas no que concerne a boas práticas ambientais e de sustentabilidade.

Para João Barroso, coordenador do PSVA, “este prémio enche-nos de orgulho dada a qualidade da competição e o seu caracter de abrangência mundial. Reforça igualmente a nossa mensagem de que a sustentabilidade não é uma moda, mas sim o novo paradigma do século XXI. No Alentejo temos a perfeita noção que para que possamos continuar a produzir vinhos de excelente qualidade, temos a responsabilidade de aumentar a capacidade de regeneração e resiliência dos recursos naturais”.

PROGRAMAS COLETIVOS DE SUSTENTABILIDADE: UMA TENDÊNCIA MUNDIAL CRESCENTE

A elaboração de Programas Coletivos de Sustentabilidade é já uma prática comum em algumas regiões vitivinícolas mundiais e que ganha força em Portugal com iniciativas com o Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo. O foco é ligar a competitividade aos objetivos ambientais, criando oportunidades a partir de uma estratégia de sustentabilidade orientada para objetivos concretos. Objetivos esses que passam por reduzir custos e aumentar a viabilidade económica, incentivar a proatividade em relação ao aumento das pressões ambientais, responder a preocupações sociais, melhorar a qualidade e competitividade do produto final, reduzir os desperdícios de produtos, minimizar os riscos e exposição a responsabilidades, colocar produto em mercados novos, integrar em rede produtores com sensibilidades semelhantes, garantir a durabilidade do negócio e providenciar maior transparência dentro da cadeia de fornecedores e implementar estratégias de comunicação inteligentes.

Para a CVRA esta foi uma das formas encontradas para dar resposta a uma falha de mercado existente e para contribuir para a afirmação da marca Alentejo nos mercados interno e externo, uma vez que começa a ser exigidas garantias da aplicação de princípios de sustentabilidade.

UMA NOVA FILOSOFIA: BEM-ESTAR SOCIAL, AMBIENTAL E ECONÓMICO

A implementação deste programa irá ainda potenciar a articulação de toda a fileira do vinho no Alentejo numa filosofia de bem-estar social, ambiental e económico a nível local e regional, sendo de destacar a incorporação de princípios de ecoeficiência com o objetivo de promover uma utilização mais eficiente dos recursos, incentivar a redução e reutilização de coprodutos reduzindo custos operacionais internos. Em cima da mesa está a produção de vinhos do Alentejo com reconhecido desempenho sustentável, resultante da incorporação de conhecimento adquirido em projetos de I&D, a identificação do desempenho dos produtores, a comparação dos resultados entre pares (cooperação empresarial) e a definição de áreas de melhoria e de planos de ação que alterarão as práticas de produção.

Para evitar riscos reputacionais, o programa pressupõe um processo de certificação segundo o referencial de produção sustentável que possibilitará o reconhecimento da qualidade dos Vinhos do Alentejo pelo seu desempenho de sustentabilidade. Um ponto essencial para a CVRA que considera que a certificação de produção sustentável de vinho é a garantia de uma avaliação independente por uma terceira parte, credenciada pelo Sistema De Qualidade Português, das boas práticas de sustentabilidade que constituem uma fonte importante de informação para avaliar, garantir e melhorar as condições ambientais e sócio -económicas da indústria”.

Esta é mais uma estratégia que contribui para que Portugal possa caminhar para uma agricultura sustentável, inovadora e eficiente até 2030.