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Rota do Poço do Inferno abre espaço para a criatividade nas XXIX Jornadas de Educação Ambiental da ASPEA

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A 1.080 metros de altitude situa-se a cascata do Poço do Inferno, um dos ex-líbris do Concelho de Manteigas e da Serra da Estrela. Durante o fim de semana de 14 a 16 de abril, a equipa da Essência do Ambiente teve a oportunidade de poder fazer a atividade da Rota do Poço do Inferno, no âmbito das XXIX Jornadas Pedagógicas de Educação Ambiental promovidas pela ASPEA – Associação Portuguesa de Educação Ambiental.

Com cerca de 2,5 km, ao longo da caminhada todos os participantes exploraram a criatividade, através de uma ação dinamizada por Cynthia Luderer, Investigadora da Universidade do Minho, onde cada um impulsionou as atitudes individuais através da valorização da natureza.

Uma das atividades foi percorrer a Rota do Poço do Inferno e, ao mesmo tempo, pensar em 50 coisas que podemos fazer com uma esferográfica. Além disso, os participantes foram desafiados a olhar para além do que viam através de um jogo onde o objetivo era encontrar um animal numa folha com rabiscos.

Ao longo de todo o percurso, houve paragens para explorar um pouco mais do que havia no território e comtemplar a beleza natural de cada recanto.

ROTA POÇO DO INFERNO

Ao percorrer a Rota do Poço do Inferno verifica-se um dualismo de paisagem, natural e humanizada, marcada pelo diferente tipo de vegetação, com florestas de folhosas e resinosas, onde os sentidos despertam diferentes emoções ao longo do trilho.

Esta cascata natural tem cerca de 10 metros e chega a transformar-se em gelo nos invernos mais rigorosos. É um monumento geológico de extrema beleza e um dos pontos de maior interesse desta rota.

Ao longo de toda a caminhada fomos comtemplados com a vista sobre o Vale do Rio Zêzere e o Vale da Ribeira de Leandres. Narcisos, vidoeiros, azinheiras e tramazeiras foram as espécies possíveis de apreciar e que têm um elevado valor ecológico.

A diversidade de fauna existente na rota do Poço do Inferno deriva das áreas florestais e das linhas de água existentes nesta zona. São característicos, o coelho-bravo, a raposa, a lagartixa do mato e a salamandra-lusitânia. Quanto à avifauna estão presentes o guarda-rios e o peneireiro.

A Rota do Poço do Inferno tem um nível de dificuldade médio/alto e pode ser feita durante todo o ano. No entanto, em alturas de maior frio, o cuidado deve ser redobrado, uma vez que é frequente a queda e a acumulação de neve e gelo. Por isso, a caminhada deve ser realizada no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio.