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Alterações climáticas: RNA 2100 para atingir a neutralidade carbónica

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A seca, o risco de desertificação e os avanços do mar, no litoral português, são alguns dos impactos das alterações climáticas no território, que vão ser avaliados no Roteiro Nacional para a Adaptação 2100 – Avaliação da vulnerabilidade do território Português às alterações climáticas no século XXI (RNA 2100). Com o objetivo de estimar os custos de adaptação às alterações climáticas, dos setores económicos, esta iniciativa projeta cenários até 2100, ano máximo que consta no acordo de Paris.  

Este projeto, com um financiamento total de 1,3 milhões de euros, 400 mil euros dos quais atribuídos pelo mecanismo financeiro EEA Grants e 900 mil euros da APA – Agência Portuguesa do Ambiente, pretende apoiar e dar resposta a exercícios de política pública de adequação, nos vários níveis de intervenção territorial.  

Atingir a neutralidade carbónica, até 2050, é o mote desta iniciativa, que agrega conhecimento de diversas instituições que vão avaliar, de forma ampla, o impacto, a vulnerabilidade e o risco das alterações climáticas, em Portugal, estabelecendo os resultados alcançados para contextos micro e macroeconómicos. 

UM INVESTIMENTO A LONGO PRAZO PARA A PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE  

Para João Pedro Matos Fernandes, Ministro do Ambiente e da Ação Climática “Tudo o que é ambiente é território. Do ponto de vista do investimento, ser neutro em carbono, até 2050, significa investir mais 2,5 milhões de euros em cada ano. Desses 2,5 milhões de euros, cerca de 85% não são investimento público. São investimentos das empresas e das famílias, que têm que transformar os edifícios em locais neutros do ponto de vista carbónico e energético.” Salientado “Este projeto é fundamental para o desenvolvimento da sociedade e para o crescimento da economia, pois a proximidade é um valor ambiental. ” 

Este estudo vai permitir definir, do ponto de vista económico e financeiro, os investimentos com mais detalhe, os custos que lhes associam e, essencialmente, o custo da inação. Numa altura em que os cenários climáticos extremos se estão a agravar, este projeto revela-se um contributo chave, a longo prazo, para minimizar os impactos ambientais. 

O RNA 2100 vai estar concluído em 2023, e envolve a participação da APA, enquanto promotora do projeto, do Banco de Portugal, da Direção-Geral do Território, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera e da Direção Norueguesa de Proteção Civil. 

A cerimónia de assinatura do RNA 2100 decorreu na Direção-Geral do Território, e contou com a presença do Secretário de Estado do Planeamento, José Gomes Mendes, entidade que tutela o mecanismo que financia o projeto. 

Quantificar o conhecimento das alterações climáticas face ao território, é o objetivo para que daqui a 80 anos esta problemática não continue a degradar o ambiente. Este projeto é um bom exemplo de uma estratégia de sustentabilidade ambiental, aliada à tomada de medidas concretas para a conservação e preservação do meio ambiente.