Uma expedição científica realizada no início de outubro permitiu identificar 40 novas espécies no Parque Natural Marinho do Recife do Algarve, segundo resultados preliminares agora divulgados. A investigação revelou também sinais preocupantes, nomeadamente o desaparecimento de pradarias marinhas, habitats fundamentais para a reprodução e abrigo de várias espécies.
O Parque Natural Marinho do Recife do Algarve é a primeira área marinha criada em Portugal continental no século XXI e a primeira com estatuto de interesse comunitário. A sua criação envolveu um esforço conjunto entre pescadores, cientistas, autarquias locais e cidadãos, com o objetivo de proteger a biodiversidade marinha e promover uma gestão sustentável dos recursos.
A campanha científica decorreu entre 28 de setembro e 7 de outubro e foi desenvolvida em duas fases. A primeira teve lugar em terra, com iniciativas de literacia oceânica dirigidas à comunidade, enquanto a segunda decorreu no mar, com o apoio do navio Santa Maria Manuela. Durante esta fase foram registadas 40 novas espécies na zona da Pedra do Valado, um dos pontos de estudo do parque.
Os resultados preliminares foram divulgados pela Fundação Oceano Azul, pelo Oceanário de Lisboa e pelo Centro de Ciências do Mar, entidades envolvidas na investigação. Apesar das descobertas positivas, os investigadores alertam para a degradação de pradarias marinhas, ecossistemas essenciais para a biodiversidade e para a saúde dos oceanos.
As conclusões finais da investigação deverão ser conhecidas até ao final do primeiro trimestre de 2026, permitindo uma avaliação mais detalhada do estado de conservação da área marinha e a definição de eventuais medidas de proteção adicionais.

















