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Quando deixamos a Terra respirar

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A COVID-19 deixou o planeta Terra respirar! Mas será que foi o suficiente para conseguimos atingir os ambiciosos objetivos de neutralidade carbónica até 2030, ou foi apenas uma pausa na crise ambiental?

Uma coisa é certa, nesta pausa a Terra respirou e demonstrou como consegue responder às mudanças de comportamento do ser humano. A diminuição da pressão turística devolveu os peixes aos canais de Veneza, os Golfinhos ao Tejo e em algumas espécies aumentou a taxa de reprodução.

A travagem a fundo da economia mundial trouxe, em vários países, uma redução record da poluição e da diminuição dos Gases de Efeito de Estufa (GEE), nomeadamente do dióxido carbono e dióxido de azoto. No caso de Portugal, conseguimos durante o confinamento aproximar-nos dos objetivos de descarbonização, demonstrando o quanto ambiciosa é a meta de neutralidade carbónica em 2030.  Mas as consequências financeiras deste confinamento fazem com que esta não seja a solução para a crise ambiental, mas sim a oportunidade de repensar a economia, o consumo e as políticas. Confinados, descobrimos que conseguimos evitar algumas deslocações dentro e fora do território nacional, o potencial das vias digitais e que o teletrabalho poderá ser uma solução viável para muitos.

Ficamos todos “ON” e, sem nos apercebermos, descarbonizamos Portugal. Mas não basta ficar “ON” para descarbonizar a nossa vida. A mudança nos padrões de consumo (consequentemente modos de produção), aliada à conservação dos ecossistemas (naturais sumidouros de dióxido de carbono e outros GEE), é fundamental para a descarbonização da economia. A Comissão Europeia anunciou uma recuperação verde e digital da economia e várias empresas juntaram-se divulgando compromissos para uma ação nesse sentido e um desenvolvimento sustentável.

A COVID-19 demonstrou que é possível. Cumpre-nos encontrar os métodos e a fórmula.

Joana Soto

Bióloga dos Amigos da Montanha

Nota: os artigos publicados na secção opinião são da inteira responsabilidade dos seus autores.

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