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“Orgânico” vai ser alargado a mais famílias permitindo a redução de resíduos alimentares

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O projeto pioneiro de recolha de orgânicos da Porto Ambiente, Orgânico, que aposta na valorização destes resíduos em composto devolvido aos solos para enriquecimento dos mesmos, chega agora a mais cerca de 15 mil famílias, prevendo-se a cobertura total da cidade até ao final deste ano.

Neste novo alargamento serão abrangidas as zonas da Prelada, Francos, Carvalhido, Contumil, S. Roque e Campanhã. À semelhança do que aconteceu nas fases anteriores, será implementada uma campanha de informação e sensibilização junto dos munícipes, acompanhada da entrega de materiais informativos, um balde de 7 L para as sobras alimentares, cartão de acesso ao contentor para deposição destes resíduos, bem como um saco-mochila e uma horta vertical.

NOVIDADES DO PROJETO “ORGÂNICO” DA PORTO AMBIENTE

Para facilidade de acesso dos munícipes, esta expansão do Projeto Orgânico é acompanhada de uma novidade que visa garantir às famílias uma maior comodidade na deposição destes resíduos: a instalação de pedal nos equipamentos de proximidade. Esta mudança, já visível, em diversos locais da cidade, vem ao encontro de algumas sugestões dos munícipes, permitindo que, de forma mais simples, despejem as suas sobras alimentares. Neste momento são já mais de 520 contentores, com a previsão de expansão até aos 900.

Através desta iniciativa as 30 mil famílias portuenses aderentes permitiram uma redução de 2140 toneladas de resíduos alimentares resíduos enviados para o indiferenciado, através da sua valorização em composto orgânico.

COMBATE AO DESPERDÍCIO ALIMENTAR E TRATAMENTO LOCAL

A estratégia do Porto para a gestão deste tipo de resíduos passa, primeiramente, pela redução e combate ao desperdício alimentar, através de iniciativas como o “Dose certa” ou o “Embrulha”, com a disponibilização gratuita de embalagens biodegradáveis aos restaurantes, para que os clientes possam levar as sobras das suas refeições.

Por outro lado, o município disponibiliza também soluções de tratamento local de biorresíduos, como a compostagem caseira e comunitária que permitem, simultaneamente, reduzir custos e impactos ambientais associados ao tratamento centralizado.

A expansão da recolha seletiva de biorresíduos é estratégica para a promoção de uma cidade mais circular e para alcançar a meta da neutralidade carbónica até 2030, em linha com os desafios do Pacto do Porto para o Clima, cuja gestão e coordenação é assegurada pela Porto Ambiente.