O desperdício alimentar agrava os problemas ambientais pelo mundo

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De acordo com um estudo desenvolvido pela WWF – World Wide Fund for Nature, mais de 820 milhões de pessoas, por todo o mundo, passam fome ou insegurança alimentar, enquanto que o desperdício alimentar está a resultar num drástico custo ambiental. O relatório Planeta Vivo 2020, desenvolvido por esta organização, vem alertar que o desperdício de alimentos contribui, de igual forma, para as alterações climáticas, com uma responsabilidade estimada de, pelo menos, 6% de gases com efeito de estufa.

Segundo este relatório, que se desenvolve a cada dois anos, a intensificação agrícola e a utilização excessiva dos solos são, expressivamente, os fatores chave para a perda da biodiversidade, seguindo-se as alterações climáticas, a sobreexploração dos recursos, a poluição e as espécies invasoras.

Este grave problema ambiental está a afetar cerca de um quinto das espécies selvagens, representando um risco severo para a biodiversidade e para os ecossistemas. Quase um quarto de todas as emissões do setor alimentar, derivam de alimentos que foram perdidos nas cadeias de abastecimentos ou pelos próprios consumidores, traduzindo-se em cerca de 24% das emissões de gases poluentes.

INICIATIVAS QUE CONTRIBUEM PARA A RESOLUÇÃO DESTA PROBLEMÁTICA AMBIENTAL

Para minimizar o impacto do desperdício alimentar são vários os projetos, em Portugal, que contribuem para a prática de ações socialmente responsáveis. O Embrulha, uma iniciativa da Lipor, luta contra o desperdício alimentar no setor da restauração na área metropolitana do Porto e assenta num objetivo muito simples: no final da refeição o cliente pode levar consigo a comida que sobrou, de forma rápida e cómoda. Esta estratégia de prevenção disponibiliza, ainda, uma embalagem gratuita, sustentável e biodegradável para as sobras alimentares.

Sob o mote “Aproveitar para Alimentar”, a Refood objetiva acabar com a fome nos bairros urbanos, tendo por base um esforço eco humanitário, com o intuito de eliminar o desperdício alimentar, reforçando os laços comunitários locais. Desta forma, cria uma ponte humana que liga as sobras diárias às necessidades da população.

De modo a alivar a pressão ambiental do Planeta, é fundamental que haja uma produção sustentável para um consumo sustentável. PREVENIR, REDUZIR e MONITORIZAR são as atitudes que devemos ter em mente para combater esta problemática alarmante, que ainda verifica graves desigualdades no seu acesso pelo mundo inteiro.

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