Procurar
Close this search box.
Procurar
Os mais lidos

Os navios andam em excesso de velocidade e quem sofre são as baleias

biodiversidade-navios-essencia-ambiente

A maioria dos navios está a exceder os limites de velocidade em áreas destinadas à proteção das baleias francas do Atlântico Norte, espécie que tem vindo a ser ameaçada e que corre sérios riscos de extinção. Esta é a conclusão de um estudo desenvolvido pela Oceana que analisou as velocidades dos navios de 2017 a 2020 em zonas de velocidade estabelecidas pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) ao longo da costa atlântica dos Estados Unidos. Desta forma, a investigação descobriu que o não cumprimento era de quase 90%, em zonas de velocidade obrigatórias.

PRINCIPAL CAUSA DO RISCO DE EXTINÇÃO DAS BALEIAS FRANCAS

As colisões com navios são a principal causa de ferimentos e morte das baleias francas do Atlântico Norte. Os investigadores descobriram que desacelerar a velocidade dos navios em 18,5 quilómetros por hora reduz o risco de morte de uma baleia franca do Atlântico Norte, uma vez que os ataques de navios são de 80% a 90%.  

Os navios estão a acelerar, as baleias francas do Atlântico Norte a morrer e não há responsabilidade suficiente”, refere Whitney Webber, Diretor da Oceana. Salientando “as baleias francas do Atlântico Norte estão a morrer devido ao ataque de navios e a NOAA deve tomar medidas para evitar isso. Matar pelo menos uma delas é um problema, pois os cientistas estimam que mesmo a morte de uma única baleia franca do Atlântico Norte, causada por humanos, por ano, ameaça as hipóteses de recuperação desta espécie marinha”.

Uma vez que os navios andam a altas velocidades, não conseguem manobrar para evitar a colisão com as baleias. E como estas nadam muito devagar não se conseguem mover para fora do caminho, correndo sérios riscos de serem atingidas, o que pode causar ferimentos fatais por trauma contundente ou cortes nas hélices. 

Para evitar o risco de extinção das baleias francas do Atlântico Norte, a Oceana pede à Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) que seja revista, imediatamente, os regulamentos de velocidade dos navios para o Atlântico dos EUA, de forma a ser possível salvar esta espécie.