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Lixo no espaço? Existe e vai ser recolhido com ajuda portuguesa

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De forma a remover o lixo espacial da órbita da Terra, a Agência Espacial Europeia lançou um contrato, com várias empresas europeias, para a primeira missão de eliminar o lixo espacial. O objetivo? Ir ao espaço orbital e trazer uma peça de forma cónica com 112 quilos e o tamanho de um pequeno satélite.

Será um veículo controlado remotamente a partir da Terra e será lançado e guiado até chegar ao Vespa. Posteriormente, com ajuda robótica, o veículo intercetor agarrará o detrito, levando a que ambos se desintegrem inofensivamente na atmosfera.

LIXO ESPACIAL DA ÓRBITA: UMA AMEAÇA CRESCENTE

De acordo com a Agência Espacial Europeia, o lixo espacial na órbita terreste é visto como uma ameaça crescente que pode, efetivamente, destruir um satélite ou outro veículo espacial em caso de colisão. Salientando, “em 2019, os satélites operados pela agência tiveram que ser manobrados para se desviarem de detritos 21 vezes, o que já aconteceu 12 vezes este ano”.

Contudo, é reforçado que mesmo que não houvesse nenhum lançamento espacial, o lixo espacial da órbita da Terra continuaria a crescer devido essencialmente a colisões, o que cria ainda mais detritos.

Desta forma, a Agência Espacial Europeia, prevê que a tecnologia deste tipo de missões venha a evoluir, consideravelmente, para possibilitar a eliminação de vários detritos diferentes de uma vez sem ter de destruir nenhum veículo intercetor.

A iniciativa de remover o lixo espacial da órbita da Terra vai custar 100 milhões de euros e é uma iniciativa encabeçada pela ClearSpace, uma empresa da Suíça, mas participam, também, companhias da Alemanha, Suécia, Polónia, Reino Unido, Roménia, República Checa e as portuguesas Critical Software e Demios.