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Embalagens biodegradáveis à base de resíduos

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Com o objetivo de encontrar alternativas ao plástico foram desenvolvidas embalagens biodegradáveis e compostáveis, à base de desperdícios alimentares, como a casca de amêndoa e o soro de queijo. Estas embalagens, para além de terem maior capacidade de conservação de alimentos, propõem-se a desaparecer do solo ao fim de 50 dias e do oceano em menos de 100.

No âmbito do projeto YPACK, esta iniciativa materializa-se em dois tipos de embalagem: a bandeja termo formada, que envolve, por exemplo, lasanhas, pizzas ou frutas e a flow pack, que reveste barras de chocolate. Este projeto implicou, ainda, um estudo de aceitação destes novos materiais por parte dos consumidores.

EMBALAGENS BIODEGRADÁVEIS DISTINGUIDAS PELA COMISSÃO EUROPEIA

Esta inovação tem como propósito a validação pré-industrial de embalagens alimentares, baseadas num polímetro produzido biologicamente por microrganismos, com propriedades de barreira ativa e passiva. Desta forma, a sua produção não envolve produtos químicos nem plásticos derivados de petróleo.

Distinguidas pelo Radar de Inovação da Comissão Europeia, estas embalagens permitem reduzir os resíduos, isolar o produto e manter a devida qualidade. Para além disso, afirmam as diretrizes do Pacto Ecológico Europeu.

Este projeto conta com o apoio de 7,2 milhões de euros da União Europeia e reúne 21 parceiros, de 10 países, incluindo Portugal. Os parceiros portugueses são a Universidade do Minho, através do Centro de Engenharia Biológica (CEB), o Instituto de Polímeros e Compósitos, o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, a Biotrend, a Nova ID e a Sonae.

EMBALAGENS CONSIDERADAS NOTÁVEIS E PRONTAS PARA O MERCADO

O Radar de Inovação da Comissão Europeia identifica estas embalagens como inovações de elevado potencial, considerando-as notáveis e prontas para o mercado. As embalagens já produzidas em quantidades pré-industriais serão testadas, em breve, pelos parceiros do projeto ligados à grande distribuição, em produtos de carne e de comida pronta a comer.

Projetos como este demonstram a sua verdadeira importância no combate ao desperdício alimentar , em todo o mundo. Para além de ser uma estratégia de desenvolvimento sustentável, esta iniciativa fomenta a responsabilidade social e ambiental, promovendo uma economia mais circular.