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ASPEA pretende contribuir para criar propostas de ação de gestão das florestas

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Mais de duas centenas de participantes reúnem-se este fim de semana (14 a 16 de abril) em Manteigas para refletir sobre a importância de “Educar para uma gestão integrada dos territórios rurais”, nas XXIX Jornadas Pedagógicas de Educação Ambiental promovidas pela ASPEA – Associação Portuguesa de Educação Ambiental. A problemática foi abordada de forma integrada na sessão de abertura pelas entidades convidadas da ASPEA. Sérgio Marcelo, Vice-Presidente do Município de Manteigas, Anabela Simões, INCF, Francisco Teixeira, Diretor de Comunicação e Cidadania da APA, José Alho, Vice-Presidente da CCDR-LVT e João Gonçalves, Diretor da DGESTE.

Para Joaquim Ramos Pinto, Presidente da ASPEA, com a descentralização das jornadas para o coração da Serra da Estrela, um “território fustigado pelos grandes incêndios do último ano”, pretende-se “reforçar o papel da Educação Ambiental e desenhar instrumentos políticos e iniciativas à escala local que promovam um maior envolvimento da sociedade, em particular das crianças e jovens em idade escolar, e incentivem programas de voluntariado ambiental que contribuam para processos de restauro e de regeneração das áreas rurais”. Salientando que “este trabalho, necessário e socialmente relevante, deverá ter como finalidade a promoção de ações de âmbito local com enfoque educativo-ambiental numa perspetiva sociopolítica e pedagógica”.

Recordando que “Portugal é rico em património natural”, Anabela Simões do INCF destacou a importância dos ecossistemas como “base do desenvolvimento das sociedades humanas e que, por isso, é fulcral a valorização dos serviços prestados por eles. Não só pelo seu valor ambiental, como também económico e social”. “Só com políticas ambientais nacionais assentes na valorização do território, descarbonização da economia e economia circular é possível potenciar estes ativos estratégicos”.

UM PALCO DE APRENDIZAGEM E DE SENSIBILIZAÇÃO

Conhecer o verdadeiro impacto na biodiversidade provocado pelas perdas de floresta, planear e decidir em conjunto, aprender com a natureza e com a ciência, valorizar os espaços florestais, aprender valorizando a interação entre o conhecimento científico e o conhecimento empírico e educar para a justiça socioambiental nos territórios rurais são os princípios fundamentais que regem todo o programa deste encontro. Para o Presidente da ASPEA “estas jornadas propõem uma reflexão e propostas de ação sobre a gestão das florestas para que as comunidades ricas em biodiversidade sejam valorizadas pelo seu património natural, compensadas por manter os serviços dos ecossistemas provenientes das florestas e espaços rurais e sobre a urgência em promover uma educação para o risco e para o ambiente”. Pretendendo que seja, “um palco de aprendizagem e de sensibilização, no qual todos poderão conhecer, aprender e atuar”.

É de salientar que a ASPEA “tem vindo a alertar e a promover o debate em torno das florestas tanto a nível municipal e nacional, como a nível internacional. Tem desenvolvido várias ações de voluntariado ambiental para as florestas e foi parceira nos últimos anos de quatro projetos ERASMUS+ de grande relevância social e educativa: Youth4Trees; CareForest; ForestED; MeetYourForest”.