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Alterações climáticas colocam em risco o futuro do tubarão-dragona

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“Future termal regimes for epaulette sharks (Hemiscyllium oceallatum): growth and metabolic performance cease to be optimal”, o novo estudo científico que indica um futuro muito quente e preocupante para o tubarão-dragona bebé. Esta é uma consequência negativa do aquecimento das águas do oceano associada às alterações climáticas.

Segundo os investigadores do estudo em questão, o aumento da temperatura da água faz com que estes tubarões bebés nasçam mais pequenos, exaustos, malnutridos e em ambientes onde lhes é muito difícil sobreviver.

“Muitos traços importantes de crescimento e desenvolvimento nos tubarões-dragonas (Hemiscyllium oceallatum) podem atingir o pico após 27 °C e começar a sofrer impactos negativos próximos aos 31 °C.” destaca Carolyn Wheeler, Investigadora no Coral CoE e também na Universidade de Massachussets, nos EUA.  Esta afirmação significa que o aumento da temperatura é alarmante, dado que a distribuição desta espécie ao longo do próximo século poderá ser reduzida, visto que quanto mais quente é a temperatura maior será a afetação para o tubarão-dragona.

ESPÉCIES MARINHAS EM RISCO POR CAUSA DO AQUECIMENTO DA ÁGUA DOS OCEANOS

De acordo com a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), o tubarão-dragona é uma espécie prospera em cativeiro e é considerada a menos preocupante na natureza pelos critérios definidos, o que traduz que esta é uma espécie resiliente e extremamente invulnerável a condições abióticas desafiadoras.

Contudo, devido às crises climáticas,  que fazem com que o seu desenvolvimento embrionário seja menor, o tubarão-dragona desenvolve menos capacidades, fazendo com que precise de mais alimentação quando nasce, uma vez que têm menos energia  do que o normal.

A ciência deixa uma reflexão à comunidade: “se o tubarão-dragona não consegue lidar, neste caso, com o stress térmico, como conseguirão outras espécies menos tolerantes?”. Muitas espécies de tubarão sofrem, atualmente, uma grave ameaça devido, essencialmente, à sobrepesca, visto que demoram diversos anos até começarem a reproduzir-se novamente.

Para Carolyn Wheeler, “os tubarões são predadores importantes que mantêm os ecossistemas saudáveis. Sem predadores, ecossistemas inteiros podem colapsar, e é por isso que precisamos de continuar a estudar e a proteger estas criaturas”.

Desta feita, é necessário que a investigação passe disso mesmo. É preciso implementar ações concretas e urgentes para limitarmos as mudanças climáticas. Só através de metodologias eficazes e contínuas é que a estratégia de sustentabilidade ambiental para os oceanos funcionará.