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Alterações climáticas: 80% do fundo dos oceanos não estão mapeados

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De acordo com a ciência oceânica atual, os fundos marinhos são a chave para melhorar a análise do fenómeno das alterações climáticas. Contudo, 80% do fundo dos oceanos – aproximadamente o dobro da superfície de Marte – não estão mapeados e permanecem em grande parte por documentar.

No passado, os dados coletados eram armazenados através de formas que dificultavam a sua análise. No entanto, com o avanço tecnológico é agora possível ter projetos como o Seabed 2030, uma parceira entre a Fundação Nippon do Japão e a Carta Batimétrica Geral dos Oceanos (GEBCO), com o objetivo de produzir um mapa de código aberto de todo o fundo do oceano, até 2030. 

Para Ralph Rayner, Investigador e Professor da London School of Economics e Presidente da Sonardyne Internation, “grande parte da observação do oceano foi conduzida para atender a duas necessidades: melhorar a capacidade de prever o tempo e projetar o clima futuro.” Destacando, “agora, há uma pressão crescente das empresas para desempenhar um papel mais significativo, não apenas fornecendo a tecnologia que torna as observações possíveis, mas também conduzindo as observações e fornecendo os fluxos de dados”.

PAPEL DAS EMPRESAS APRESENTA OBSTÁCULOS PARA OS OCEANOS

A investigação oceânica salienta a importância de encontrar alternativas tecnológicas para a partilha de dados dos oceanos, uma vez que as empresas de dados são bastante resistentes ao compartilhamento, devido ao facto de querem proteger o valor de propriedade.

A pandemia da COVID-19  veio fortalecer o foco na necessidade de uma recuperação sustentável com a partilha de dados entre organizações, contudo, por outro lado, veio diminuir os orçamentos de estado nas áreas como o oceano, mas “a COVID-19vai-nos empurrar para uma coleta de dados mais autónoma, que pode ser muito mais económica e muito mais segura.”, afirma Linwood Pendleton, Vice-Presidente Sénior de Ciência do Centro para a Quarta Revolução Industrial.

Torna-se, por isso, determinante estabelecer metas concretas e medidas de responsabilidade social que possam ajudar a recolher dados eficazes na proteção dos oceanos, com o objetivo de mitigar o efeito das alterações climáticas. Com o esforço coletivo este fenómeno impactante pode ser revertido.