AIMMP: “O país não está a aproveitar o potencial da floresta”

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Um país que não acautela um dos seus recursos mais importantes, como é a floresta, está a fazer gestão ruinosa”, este é um dos alertas deixados por Vítor Poças, Presidente da Associação dos Industriais de Madeira e Mobiliário de Portugal (AIMMP), em entrevista ao jornal Público. Apelando a uma maior consciencialização do país para uma gestão adequada da floresta, considera que o potencial da floresta, em Portugal, não está a ser valorizado, traduzindo-se em escassez de matéria-prima, o que faz com que haja uma crescente importação de madeira.

Plantar árvores, promover o emparcelamento e uma floresta regionalizada são as principais resoluções que o Presidente da AIMMP prevê para valorizar o potencial da floresta. Afirmando que “a floresta é renovável. Se eu não plantar árvores, não vou ter árvores. Para fazer floresta é preciso plantar árvores e não queimar as existentes. E nós não estamos a fazer isso.” Salientando ainda, “o que quero é ir do Porto a Lisboa ou de Lisboa vir para o Porto e ver máquinas no terreno a plantar árvores, a cuidar da regeneração natural , a abrir estradas e caminhos florestais e aceiros corta-fogo, a criar zonas de vigilância e de proteção da floresta contra o crime.

MEDIDAS PARA UMA GESTÃO ADEQUADA E SUSTENTÁVEL DA FLORESTA

Em Portugal, a floresta não é produtiva nem rentável, uma vez que o coeficiente de crescimento das árvores e de produtividade é baixo. Preocupado, Vítor Poças salienta a importância da escavação e da ripagem dos terrenos, com adubos e podas, para que as árvores cresçam mais depressa. Torna-se, assim, determinante adequar as espécies aos terrenos e fazer uma gestão equilibrada da floresta, caso contrário o nível de produtividade florestal, em Portugal, continuará a cair a olhos vistos. “Estamos a falar de um cluster florestal industrial muito, muito importante para o país. Já para não falar nas outras atividades ligadas ao turismo, aos desportos florestais, ao carbono, à biodiversidade, à proteção do ambiente e contra as alterações climáticas (…) quando se canaliza o dinheiro para a floresta, ele acaba por beneficiar a indústria também” conclui.

A Associação dos Industriais de Madeira e Mobiliário de Portugal foi criada em 1957 para representar as serrações. Atualmente, está dividida em cinco divisões setoriais. A primeira, o corte, abate, serração e as embalagens de madeira, a segunda, os painéis, derivados de madeira e energia de biomassa, a terceira, que representa as carpintarias, mobiliário de exterior, etc. Em quarto, a divisão do mobiliário. E, por fim, ainda a divisão da exportação, importação e distribuição de madeiras e derivados.

Entrevista na íntegra disponível AQUI!

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